terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nós e nostalgias

Outra postagem um tanto quanto atrasada por assim dizer, mas ainda sim venho demonstrar que permaneço a sobreviver neste mundo de incertezas.

Didática e práxis pedagógica I começou no dia 22/09 como um momento para descarregar um peso ao mesmo tempo em que uma produção eminentemente sua estava escapando das suas próprias mãos, enfim, um momento para entrega do Memorial. Tal atividade avaliativa adquiriu um certo valor sentimental visto que além de ter sido uma produção própria, foi como um retorno ao que passou, no caso, a trajetória que vivemos no âmbito escolar. Tal atividade se mostrou bastante proveitosa a partir do momento que me forçou, de certa a forma, a pensar e refletir sobre episódios da vida que passaram despercebidos ou talvez simplesmente não dei o valor de objeto reflexivo. Fez-me retomar  aos convívios, as amizades, as relações pessoais como um todo, comportamentos, valores, enfim, uma gama de atributos que rechearam de tal forma minha vida escolar a ponto de ter sido um dos melhores momentos da minha vida.

Nesse contexto ja citado de entrega dos trabalhos, foi-se feito posteriormente uma discussão livre sobre as produções pessoais, de forma que os indivíduos que quisessem poderiam falar a respeito do que tinha feito, como tinha escrito, o que tinha abordado, o que tinha pensado e e o que tinha lembrado, uma prática que visava principalmente o compartilhamento de experiências pessoais entre as outras pessoas, o que foi muito satisfatório.

Posteriormente a aula foi marcada por um daqueles momentos dinâmicos característicos desta disciplina. A sala foi dividida pela metade de forma que surgirssem dois grupos. Estes grupos seriam formados por pessoas ligadas por mãos dadas, as quais não largariam em nenhuma circunstância enquanto a brincadeira estivesse a ocorrer. Esta consistia em simplesmente fazer um grande "nó" com os participantes da dinâmica de forma que braços passavam sobre pernas, cabeças sobre braços, pernas sobre braços, pessoas giravam, ou seja, uma formação de uma grande confusão que todos viriam a tentar resolver. O foco aqui não era formar o nó, mas desatá-lo. O trabalho em equipe e o consenso inter-pessoal deveriam reinar neste processo visando o fim comum dos grupos, sair daquele emaranhado de indivíduos presos uns aos outros.

Foram momentos bem divertidos e satisfatórios nos dando possibilidades de reflexão, principalmente o momento anterior de discussões sobre os memoriais. Identifiquei-me significativamente com este trabalho, espero surgir oportunidades de fazer novamente algo do gênero. Esperemos novas aulas então!

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